Clube Recreativo de Marumbi é ponto de encontro de gerações


Nova estrutura para relembrar o passado e ver pais e filhos dançarem juntos na mesma pista                 Foto: Fátima Rocha
O Clube Recreativo de Marumbi foi o ponto de encontro da juven­tude dos anos oitenta e noventa. A construção era de madeira e o piso de assoalho que devido ao tempo apresentava frestas onde os saltos agulhas muitas vezes ficavam enroscados. Só existia uma única porta para entrada e saída. A estrutura frágil balança­va ao som das músicas agitadas. O palco formado por uma pe­quena elevação possuía uma es­cada de cada lado. Os conjuntos musicais Agena Som e Scorpions faziam a festa nessa época. Poste­riormente veio o Studio Cosmos de Marumbi, de propriedade de José Botion e Battallini. O Studio Cosmos chegou para dominar, trazendo músicas muito boas. Nos bailes da época existiam duas seleções de ritmos de dan­ças: músicas soltas e músicas lentas. Nas seleções de músicas soltas, as danças eram em grupos separados de moças e rapazes. Nas músicas lentas os rapazes convidavam as moças para dan­çar. Havia uma euforia enquanto esperava o momento da dança. Em alguns bailes era fei­ta uma pausa, para se realizar os desfiles com roupas con­feccionadas por Maria Lúcia Cozer, moradora da cidade. Outro evento de destaque na época era o concurso de Miss Brotinho, também realizado du­rante os bailes. As festas de car­naval também aconteciam no clube com animação da banda de Marumbi, que era compos­ta por Luís Mantuan, Félix, Bo­lão e outras pessoas da cidade. Jair Supercap Show era respon­sável pela animação do tradicional baile do aniversário da cidade. Era o acontecimento mais esperado. A professora Cristiane Scola Gabaldi fala sobre os momentos agradáveis vividos no antigo clu­be. “Aquele mexe-mexe, aquele balançar das tábuas eram o má­ximo”, diz Cristiane. As pessoas que participaram dos bailes da época , têm muita saudade do tempo em que tudo era diferen­te. O ambiente era saudável. Os pais sabiam que seus filhos esta­vam protegidos dentro do clube. A preocupação com a seguran­ça fez com que o clube fosse de­molido, e feita uma construção de alvenaria. Com o passar dos anos a nova construção também sofreu com o desgaste do tempo. Uma reforma foi necessária. Em 2017 o Clube Recreativo ressurge com uma nova estrutura, passando a se chamar Clube Municipal Alci­des Guadagnim, em homenagem a um antigo morador da cidade. Atualmente novos projetos são desenvolvidos. Os bailes da terceira idade trazem oportunida­des para os mais velhos se diver­tirem. Os DJs Alex e Babu tra­zem de volta os bons momentos dos anos oitenta e noventa com a festa do flashback que acontece periodicamente. Segundo Alex, o público mais antigo está acompa­nhando e os jovens também estão gostando. “Estão indo no embalo, fazendo uma parceria muito legal entre as pessoas mais antigas e a molecada nova”, afirma Alex. O objetivo dos bailes do fashback é resgatar o passado e promover a integração entre as gerações.

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